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Campanha do Agasalho 2009

Saturday, November 07, 2009

Eu. O que diz ser eu. No espelho onde me vejo e revejo. Sem nunca poder encontrar-me comigo. Com ele. Somos dois eus. Somos muitos. Uma multidão.



Eu.
O que diz ser eu. No espelho onde me vejo e revejo. Sem nunca poder encontrar-me comigo. Com ele.
Somos dois eus. Somos muitos. Já é bom. Uma multidão: Dois eus, calculem lá?

O Prémio Nobel da Literatura 2006, Orhan Pamuk, em “A Cidadela Branca” a dada altura, num personagem fruto da sua muito fértil criatividade, fala assim, interroga-se: “Quem sou Eu?”.

Não pude deixar de pensar nisto. Seriamente. De me interrogar também: “E, eu quem sou?” Tantas vezes me ocorreu. Tantas vezes senti-me. Perdi-me. Desesperei-me. Só de pensar nisto.

Podia continuar debruçado sobre o livro. Passar à frente. Continuar a lê-lo imperturbavelmente. Sem dar grande importância. Mas, algo aconteceu em mim. Algo mais forte.

E, eu quem sou?

Quando olho o espelho, lá estou eu! E, sem saber nada sobre mim? Sei lá, quem sou? Só sei que aquele que vejo e, que não se parece com mais ninguém, sou eu!
Nisto, sussurrou-me uma voz doce e misteriosa, ao canto de um ouvido:
“Suporta-te. Sê sempre fiel ao que és. É um bom começo de existir num carácter que sente, com os sentidos bem apurados. Que quer ser escutado. Que deseja e ambiciona a eterna paz. Um sossego e tranquilidade emotivas. Uma sensibilidade de vidro frágil de que é feito transparecendo e distribuindo afecto”
Foi como um sopro de vida. Eu?

E, que faço comigo? Eu que sou sei que estou aqui? Que aquele que está ali tão perto “dentro do espelho escondido”, sou eu.

Eu, metido na pele de mim, imaginem! Eu que, por vezes, esqueço-me de quem sou ou o que faço aqui? Sim! Aqui, sob o mesmo céu. Sob as mesmas estrelas. Sob o mesmo Planeta.

Se não houvesse espelhos, seria capaz de me reconhecer e reconhecer os outros? Estes saberiam quem eram. Eu saberia quem sou?

Duvido. Sinceramente, duvido. Perdoem-me a franqueza, a seriedade do que digo e penso. Todos estaríamos perdidos. Ao acaso. Aos encontrões existenciais pela ignorância e falta de identificação. Preciosa e autêntica.

Estaríamos à deriva. Sem emoções. Sem assumirmos a verdadeira identidade de quem somos?

Espreito-me de novo. Cautelosamente. Com receio. Timidamente. Pelo canto do olho, porque eu tenho um olho. Dois. Lá está ele! E, eles dizem que sou eu! Ele irá aceitar ser eu?
Não terá grandes alternativas na escolha que possa efectuar. Temo-nos aos dois. Já é um bom consolo!

Não posso fazer nada. Aquele que está ali, sou eu! Tenho que o transportar sempre comigo. Sim! Toda a vida. Posso estar certo disso. Sem ter medo de errar.

É a vida!

Enquanto me olho. Enquanto olho o outro. Sou eu.
Penso.

Penso no que sinto. Interrogo-me, se serei capaz de amar? Se serei capaz de compreender? Se serei capaz de me entregar? A quê? A quem? A alguma causa? Na plenitude do meu eu distante do que sou?

Já que terá que ser assim. Também não será difícil.

Ele que sou eu. Eu que sou ele. Seremos bons. Podem acreditar!
Não! Não haverá fugas! Haverá sempre alegrias porque somos alegres: Eu. O que diz ser eu no espelho onde me vejo e revejo, sem nunca poder encontrar-me com ele.

Sim, amarei a vida, podem crer?
Ansioso. Multifacetado. Tentando encontrar o Eu de mim. Os eus do que sou.
É indício de que me encontrei.
No entanto, sei que o eu do espelho não sairá com facilidade.
É Universal em todos os eus.


Pena


Pena. Dia 8. Novembro.2009.
Oxalá, apreciem.
MUITO OBRIGADO, incomparáveis Amigos (as) gigantes.
Um Bem-Hajam sincero pela VOSSA amabilidade e simpatia.
Gosto imenso de Vós, com seriedade e verdade, acreditem?

Saturday, October 31, 2009

Tratam-se De VIDAS. Preciosas, meu Deus! Diàrio de um Professor preocupado


Tratam-se De VIDAS. Preciosas, meu Deus!

Diàrio de um Professor preocupado

(Leiam, POR FAVOR, Amigos (as), até poderão gostar! Quem Sabe?)

MUITO OBRIGADO...!



Quando a noite cai sinto uma melancolia de difícil entendimento. Percepção complexa.

Sinto-me feliz e fico atrapalhado por os outros não o estarem.

A noite sucede ao dia e surgem-me momentos.


Surgem-me instantes em que contemplo o Mundo. O meu mundo. O mundo dos outros. Momentos e instantes de reflexão profunda.

Sim! Que direcciono para mim depois de me entregar aos outros a quem me devo entregar.


A Felicidade devia ser abrangente, por inteiro.

Extensiva. “Decorar” espaços. “Embelezar” pessoas.

Senti-las com ternura. Com apreço. De maneira doce. De maneira simpática. De tal forma que o “estar” fosse de “imenso”. De “imenso”, entendem?



Fosse feliz! Como olhar os céus belos e Vê-lo lá. No amparo. No Seu sossego invisível. Como as estrelas que nos encantam e fazem-no tão bem. Na tranquilidade. Na doçura do existir. Na sua doce magia terna. No seu sentido significativo.
Impossível de calcular, tal a universalidade indeterminada de beleza e pureza.



No entanto, enquanto ouço uma bela melodia, repleta de sons harmoniosos, “vestido”de pensamentos no lugar onde estou, sinto um imenso silêncio que se propaga em tudo e, me faz recordar. Um recordar preocupado.

Hoje, no dia de hoje, na aula, inquiri um aluno com olhar triste, circunspecto:
-“ Porque não fizeste o trabalho?” – Perguntei-lhe intrigado.


Resposta do rapazinho: - “Tenho a minha mãe no hospital. Vai ser operada ao coração” – Disse, desconsolado e aflito.


Continuou: - “Não consigo pensar senão nela.” – Concluiu, com os olhos arrasados de água.


Fiquei em silêncio! Fico sempre em silêncio quando o silêncio exige compreensão e consolo, entendem?

Permaneci assim alguns segundos. Olhando-o. Só olhando-o!

Esbocei um gesto indefenido de tristeza. Uma atitude preocupada. Muito apreensiva.


Tentei entender, sem o conseguir, mas de forma meiga, insisti, pensando somente no mundo precioso desta criança:


- “O que se passa com a tua mãe?” – Esforcei-me por proferir, “incomodado” por ter obrigação de o entender sem o interpelar:


Cabisbaixo, lá disse: - “Está no hospital na Suiça. Eu estou com os meus avós. Vivo e, sempre vivi, com eles.

Conheci a minha Mãe só até aos dois anos. Gostava que fosse mais tempo. O meu pai já morreu.”


Debrucei-me sobre o Mundo que era aquela criança. Ternamente, pedi-lhe desculpa.


Depois, abracei-o. Como me sentindo abraçar o Universo. Abraçar Deus.


Depois, caí em mim e meditei com desalento:

“Mais um. A quem a vida não sorri. Mais um significativo absurdo existencial vivido. De viver uma vida que deveria ser para viver. Viver em felicidade!


Descontraidamente. Bem desperto na doce e normal brincadeira lógica da idade e na alegria da satisfação óbvia, pura e extraordinária. Amplamente merecida de contentamento em mente de criança existente no ser/sentir/estar.”


Pensei cabisbaixo, sentindo – me atentamente um vazio, um nada, observado por Deus:

- “Mais um Herói da vida. Um Herói que tudo merece”.

- “E, o trabalho em falta?” - inquiri-me a mim próprio. Ao meu eu que é o meu eu:
“Quero lá saber do trabalho! Que se dane o trabalho!
Quero é saber da criança. Quero é saber da mãe da criança. Quero é saber do Mundo desta criança que deveria viver feliz e não vive.


Nada mais me interessa!”- Sei isto. Só isto. E, isto, é importante, sabem?
Sinceramente! Penso naquela criança. Penso naquela vida! Penso naquele Mundo!
E, penso para mim: “É injusto. Profundamente injusto. Porquê?”


Sinto um vazio mexer-se. Mexer-se em mim e no que sou. Por sentir uma ausência de lógica.

Esse vazio sinto-o por ser inexplicável. Essa ausência de lógica sinto-a por ser incompreensível, por ser ilógica, não o devendo ser.

É uma criança, sabem?


Trata-se de VIDAS!
Porquê? Porquê? Meu Deus!
Só sei uma coisa, que me ocorre dizer de forma convicta. Justa. Sincera. Totalmente merecida:


“- Nunca mais lhe perguntarei pelo trabalho! Podem crer! Acreditem, POR FAVOR.
Se um dia, mo entregar, mesmo que já não seja meu aluno, mesmo sendo adulto, mesmo noutro ano de escolaridade, tornar-me-á feliz. Muito Feliz!

Entendo-o, bem. Bem, de mais.


É porque tudo lhe “corre” bem na vida!”

Pena.

Diário de um Professor.

A Moral da minha história verídica: Há sempre que apurar um acto de um aluno, seja ele qual for, pode conter situações, propósitos, instantes, momentos, circunstâncias, acontecimentos que poderão justificá-lo, entendê-lo, ajudá-lo e terem de ser considerados com importância enorme até aí desconhecida e ignorada. Pode trazer uma dor. Um sofrimento. Uma mágoa.

Está bem? Sim? Educadores, façam-no, sim?

Verão resultados inesperados, acreditem?

Oxalá, nunca nunca ocorram, de acordo?

Saturday, October 24, 2009

Olho o relógio que marca o tempo. É cedo. Invulgarmente cedo. Que geração de sonho! A Minha!


Olho o relógio que marca o tempo. É cedo. Invulgarmente cedo.


Levantei-me. Lavei ao rosto. Entreguei-me a mim. Nem sei porque necessito dormir…?
Convencionou-se, pronto! Eu obedeço, sem concordar, mas adormeço. E, durmo, está bem?


É sempre um instante precioso quando existe motivação e encanto para fazer o que quer que seja.

As paredes alvas que me rodeiam parecem expressar protecção. Sinto-as e ao seu aconchego. Digeri um café bem forte e galguei as escadas de forma decidida e rapidamente.
Todos dormiam. Embalados nos seus mágicos sonhos de pureza e encanto.

Antes tinha-os observado. Alguns instantes só. Serão sempre rostos de imensa significação no meu sentimento e no meu pensamento constante.

Fui ao encontro do meu refúgio. Todos nós deveríamos ter um refúgio. Pertence-nos.
Um refúgio nunca inoculado, propagado, incutido, mas sempre presencial de agradabilidade. Só meu. Sempre o afaguei. Lá estão fixados na memória histórias do Saber.

Não obedecem a uma disposição exacta. Existem sem ordenação. Sem “prisão” que lhes traga angústia. Possíveis complexos. Eternos companheiros deliciosos da minha vida.
Do querer. Da minha existência controversa. Um pouco díspar. De bem com o mundo que sinto.
Olho demoradamente tudo o que me envolve.

Lá está Kant sorrindo. Camus parece afogueado. Sartre bem-disposto. Thomas Mann sempre inserido na sua deliciosa Montanha Mágica incompreensível. Kafka olha-me sempre de soslaio. Nunca teve um gesto amável comigo. O Eça de Queirós pertence agora aos meus preferidos relidos. Algum sentir obrigatório que agora se transformou em dedicação e maravilha.


E, eu que pertencia a uma geração tão significativa.

Nixon e Salazar faziam asneiras das grossas.
Mandavam vivos para o Vietname e para as Colónias Portuguesas subjugadas ao poder do mais bélico e forte que vieram “encaixotados”. Mortos. Desejavam ser “donos” indevidos do Mundo.


Estive prestes a partir também: Um Decreto Ministerial salvou-me, graças a Deus.
Também não mataria ninguém.


E, do outro lado do Planeta distante, os Vietcongues sofriam baixas, os Angolanos e Moçambicanos lutavam para defender as suas “Casas” e a sua “Família”. Só e Apenas, um espaço que era deles…!

A América sentiu vergonha. Salazar, envergonhou-se também.

No caso português a Revolução teve, inevitavelmente,repercussões além-mar. Aquilo não nos pertencia, mas provocou imensas carnificinas humanas evitáveis.

A bonomia de Kennedy acabou cedo. Mataram-no cobardemente. Era importante à paz entre os povos.


O Woodstock foi marcante.

Ainda de terna idade, falava-se do Rock. Beatles, Roling Stones, Bob Dylan, Joan Baez, Os Simon & Garfunkel, entre outros mais.

Uma geração de ouro que deu belas profissões. Alguns até acabaram em gabinetes ministeriais. Outros, profissões significativas.

Que saudades do nosso “Carpe Dien”: “Vive o dia. Vive o máximo”. Rasgávamos poesia e criavam-no-la, nós! Éramos livres. Valiosos. Únicos.
Uma geração de livres-pensadores. Faço-lhes uma vénia principesca. Éramos muitos. Inigualáveis.

Existiam ânsias de Paz e Amor. Desejos. Sensações da aventura. Da descoberta. Da novidade. Do ser parte integrante e participativa do Mundo.


Os Romances Histórico-Policiais também têm direito a acento. Já preenchem um pouco de mim. Visualizo-os com simpatia. O meu olhar respeita-os e eles emitem simpatia reconhecida e dedicada. Comportam dúvidas que jamais alguém decifrará. Tenho que dizer. São importantes!



Saramago, Prémio Nobel, escreve um livro polémico sobre a religião e a sua veracidade de valores e princípios que a rege, agora e antes. Justifica o seu sentir.

Eu, apenas me movimento em mim. Mais um, num Planeta de sonho que não é só meu.
Também jamais poderia co-existir só. As pessoas. Lindas. Ternas. De afago, sabem que estou vivo. Que existo.

Fiz um silêncio significativo. Escutei a minha respiração. Escutei o meu coração.
Concluí: Pertenço-me por inteiro, sabem…?


Penso demais, sim?

É fruto e consequência da minha geração preciosa. De ouro puro.

Apenas e nada mais.


Que geração de sonho, aquela!


PENA
Dia 24. Outubro. 2009. 8.00Horas.

Oxalá, apreciem.
MUITO OBRIGADO, incomparáveis Amigos (as) gigantes.
Um Bem-Hajam sincero pela VOSSA amabilidade e simpatia.
Gosto imenso de Vós!

Saturday, October 17, 2009

Homenagem A Um Sorriso Lindo! Sim. É para Ti. Para Todos (as). MUITO OBRIGADO!



(Para mim, uma Celine Dion de apaixonar pela sua beleza pessoal e musical fabulosas que este momento inspira. DIVINAL! MUITO OBRIGADO!)

(Dedicado a Alguém muito ESPECIAL)


Nunca a vi sem ser a sorrir!

É assim. É “aquilo”. E, “aquilo” é assim. É, como é. Inconfundível!
Um sorriso que conquista e arrebata porque é adornado de carácter.

Ela acarreta consigo uma alegria infantil de existir sem limites. Ama a vida. Deleita-se só de viver a vida, a sua vida, inquirindo-se com o que ela é ou possa vir a ser, mas num sorriso peculiar que a define. Contagia, irradiando-o por todos. Uma presença de magia encantadora que não é enigmática.

Sim! É pura. Própria da idade adorável que não esconde. Não consegue! Ela é ela.
E, ela tem que ser ela!
Transporta-se sorrindo, agarrando-se com segurança e bem-estar ao sorriso.
Lê-se facilmente o seu olhar. Descortina-se uma existência. E, uma existência que cresceu a sorrir. Formou-se a sorrir. Existe, angelicamente. Aprazivelmente.

Pensa! E compartilha esta chama de dignidade, fazendo pensar.
Descobre-se! Descobre-se logo. Porque o pensamento é transparente e faz desvanecer. O seu pensamento faz pensar! Faz ponderar! É jovial. É aberto.
Jovial e terno, como ela é! Repleta de bom-senso. Repleta de sobriedade.
Senta-se ou levanta-se. Age. Divaga. Sonha. Com a companhia do sorriso. E, ele fala, diz tudo o que há para dizer.

Sente nela o orgulho e o deleite de ser.

Vê-se tudo: a eterna bonomia do seu carácter. O entrincheirar-se na sua inteligência surpreendente. Que consegue enternecer mais. E, mais.

Mede rigorosamente e meticulosamente o pensamento, disputando as palavras com ela e com os outros. Sempre sorrindo animadamente e espalhando frases estruturadas e exactas onde se senta.
Eu ouço. Vale a pena ouvir. Ouço-a e sorrio porque vale a pena “ouvi-la” a sorrir.

Sente-se.

Que se pode dizer mais?
Apetece-me ficar sério. A sério! Porquê?
Porque a admiro imenso. Porque admiro aquele sorriso.

É Afável. É Doce. Fascina-me.
Um sorriso inteligente e alegre de sobriedade!
Só posso, com convicção, dizer:
- Sinto orgulho no seu sorriso encantador!

A sorrir porque sorri!

É linda!

Comove-me de alegria aquele sorriso maravilhoso..

Sensibilizaria qualquer um.

Tão terno e doce, Oh, meu Deus...!

Pena

(Dedicado a Alguém precioso. Especial. Linda.)

Outubro.2009. dia 17.

Queria agradecer a todos (as) os (as) que passam aqui deixando o seu sorriso perfeito.

A Todos (as), Bem-Hajam!

Estou-lhes, imensamente grato.

MUITO OBRIGADO!


Sunday, October 11, 2009

Toco com leveza as ideias. Voo no meu pensamento sem fim. Sim!

Toco com leveza as ideias. Voo no meu pensamento sem fim. Sim!

Habito numa vulgaridade sussurrada no sonho que gosto de saborear.


Tento ouvir a minha voz interior difusa.
Ocorrem-me um infindável conjunto de coisas. Se calhar circunstâncias, instantes, sem nexo. Distantes. Efusivas de uma jovialidade aparente.
Murmúrios ausentes. Também presentes. Alguns são díspares.
Só estou aqui eu. Eu, Deus e o céu estrelado, falando de coisas nossas.
Estou aqui carregado de figuras imaginadas em sonhos do meu Ser que preservo carinhosamente. De intensa sonoridade porque falam comigo. Não são imensas!
As vozes são só e apenas poucas que ouço com atenção.
Que procuro escutar. Descobrir.

Silhuetas entrincheiradas no seu sentir delicioso do Mundo. De harmonia e encanto.
Tento abrir o meu Mundo ao Mundo.

A noite invadiu o meu Ser.

Olho à minha volta.

Tudo vive a pacatez do momento.

Existe algo que os entendidos em pacatez não conseguem explicar. Não faz lá muito sentido lógico. Porque haveria de fazê-lo…?
Se os meus sonhos estão primeiro que a lógica da vida?




Eu explico ao meu Ser. Não! A Lógica, não! Explico os meus sonhos.
Esses valem a pena ouvir, creio eu.

Um infindável conjunto de emoções ocorrem-me. O que irá no meu pensamento? O que irá no pensamento da pacatez do momento? O que irá no pensamento dos outros? “Povoados” nestas emoções de instantes existenciais perfeitos. Puros.

De uma beleza que nunca pára o tempo…?
Um tempo extraordinário?

Ainda dormem. Descansam o seu lindo sentir. Adormeceram-no e eu não o consegui.

Embalam-no!


Não costumo ter insónias.
Não sei porque razão, mas agora são uma constante. A que o meu sentir deu lugar. Mas, acreditem, essas insónias são feitas de sonhos doces.
Aprazíveis. Completos. De afago. De lucidez. De Sobriedade.

Terei que dar lugar à preocupação? Angústia?

O tempo que se preocupe. A noite que me embale, como sempre o fez. Tão certa. Tão exacta. Tão preciosa e precisa.

As ímpares significações da noite representam e comportam momentos em que me ouço. Me escuto.
São-me necessárias.

Imprescindíveis na minha visão do Mundo inteiro.


São relíquias. São tesouros humanos.


Olho à minha volta.

Ouvem-se pequenos sons de nada. Que momento fabuloso ímpar de se Ser.
De consumar essa força vital. De fazer maravilhar. Chorar. Sorrir.
Sei lá fazer o quê?


Sinto-me um pouco taciturno. Outras vezes, efusivo de alegria granjeada pouco a pouco. Mas feito de tudo.
A acalmia merece tudo. O meu amor. A minha sincera solidariedade. A pessoa que sou.
Acredito nestes instantes mágicos porque me encantam.


Uma existência intransmissível. Pré-definida.
Que sonha. Que abarca o significado dos instantes perfeitos da minha interioridade. Únicos. Universais.
Contam-me imensas atitudes e gestos precisos e ponderados com algum significado que entendo tão bem.


Formas e Semblantes fantasiados de vida da minha perpétua fantasia.

Tudo vive de acalmia e silêncio à minha volta.


Não consigo discernir a razão. Dissecá-la. Abri-la. Mostrar o meu interior que vale o que vale.

Quem sou eu?
Eu não sei…?

Olhem, fica para explicações futuras mais precisas.


Apenas e só: PENSO!
E, Penso: TANTO e TANTO…!

Somente, não sei escrever poesia.

Unicamente, me “vestiu” o sentir a noite e o seu silêncio.

Só. Sozinho.

Amanhã, de certeza, vou sentir que isto não é poesia.

Nunca tive tanta certeza.

Pena

Outubro. Dia 11. 2009


MUITO OBRIGADO sincero, AMIGOS (AS) DE SONHO…
BEM-HAJAM!

Sunday, October 04, 2009

A Imensa Beleza "Interior" das Pessoas!


(Encantem-se com a beleza deste tema musical terno e perfeito)




Há Pessoas que me vagueiam no pensamento por transportarem a sua imensa beleza.
Sou "rico" porque acredito nelas. Fazem tudo por justificarem a minha controversa existência.

Acredito ser "multimilionário" das ideias e do que sou, por tê-las em mim.

As frases, as palavras, as "histórias" infindáveis que conto, elas agarram-nas com uma garra que me faz surpreender.
Não as esqueço.
Aliás, não poderia de forma alguma ignorá-las. Seria insensibilidade. Falta de princípios que não merecem.
Tenho-as em sonhos. Constantemente.
Poderei mesmo dizer que nutro por elas, pelo seu interior, um sentimento que se aproxima muito do Amor.

Não pretendo justificar-me. Só desenvolver uma ideia que me pulsa cá "dentro" e, que expresso, com todo o meu carinho e toda a minha dedicação.

Sei que não chega. Sei isso, perfeitamente.

Pretendo apenas homenageá-las na sua dignidade, no meu puro respeito, que baralham tudo o que sou.
Não possuo muito e, isso, é que me encanta. O pouco que possuo, essas pessoas valorizam em si.

Valorizam-me porque, talvez, seja irreal. Complexo ou multifacetado. Sinceramente, devo-lhes tanto?

E, digo e escrevo, só simples palavras que me saem, sem saber como?
Tavez, devesse dar um grito. Talvez, devesse ir ter com elas. Ir ao encontro dessas pessoas e explicar-lhes que o nada que sinto, que escrevo, é pura utopia e metafísica que não existem.

Existem e explicam-se só em mim.
E, é isso, que tento dizer. É isso, somente.

Baralhado ou não, a imensa "riqueza" e beleza delas, nunca deixará de viver nos meus pensamentos. Nos meus sonhos. Na visão tão bela delas.
No seu "interior" e no meu "interior".

Quando se silenciam, sinto a sua ausência em mim.
Adoro-as! Pela Imensa Beleza "Interior" que irradiam no que sou. E, sou, táo pouco.

Um Bem-Hajam!

Pena

Outubro. 2009. 24.00horas.

MUITO OBRIGADO, pela vossa gigantesca amabilidade.

É uma homenagem a todos Vós, fabulosos e admiráveis Amigos (as).

Um Bem-Hajam do tamanho do Mundo.


Sunday, September 27, 2009

Recordações de Infância: “O Pintor Sem Rosto”



(Vale a pena ouvir. Se o desejaram fazer verão três talentos fabulosos da música Universal)


Quando ainda de tenra idade senti estes instantes únicos. Inabordáveis por viverem no fascínio de mim.
Tempos inesquecíveis que passo a descrever com um "brilhozinho" no olhar e no coração por descreverem e existirem no que sou e percepciono com emoção abraçando-os com muito carinho.

Pertencem ao meu Mundo.

Tínhamos bem presente em nós que aquela gruta estava abandonada e que havia perigo nos poços de água profundos e escuros que podiam engolir-nos nas suas trevas.

Tremíamos pelo frio sentido ali, mas também por encontrarmos a angústia do querer em todos nós, cada vez que caminhávamos mais para o seu interior.

O nosso coração parecia estalar pela ousadia de perturbar aquele lugar, um espaço que não era nosso, mas que defenderíamos e conheceríamos até à morte.

O suposto guardião da gruta dos nossos sonhos era o Nóbrega.

Nunca o entendi verdadeiramente.

A sua postura fingia ignorar-nos ou ignorava-nos mesmo.
Havia nele algo de sofrido, ausente do mundo. Sentava-se à porta de sua casa num banco de madeira tosca e pintava.

Expunha os quadros ao longo daquela rua, mas nada fazia para os vender. Olhava-os demoradamente.
A sua Arte parecia absorvê-lo, extasiá-lo. As suas obras pareciam deliciá-lo, mas ele não estava ali, disso tinha eu a certeza absoluta.

Por vezes, imaginava-o em sonhos, montar num cavalo alado e cavalgar rumo a destino incerto, distante dali, até ao infinito.

O pintor não tinha corpo, habitava somente o espírito e a alma! Mesmo a gruta que era sua, estava certo, que ele não a conhecia.
Quando passávamos com medo dele, nunca proferiu um gesto, uma palavra. Intimidava, somente, não sei por quê. A par disto, nunca ouvi a sua voz, pois, não articulava um som, uma sílaba, uma letra, pelo menos que saísse para o exterior de si.

Talvez falasse com o seu interior!
Nunca consegui sequer, ler-lhe os olhos para sentir um pensamento, uma emoção, pois, quando passávamos furtivamente, estava sempre de costas virada para nós.

A avó Maria nunca soube das nossas investidas ali.
Quando alguém falava do pintor ela sorria com ternura e abraçava o olhar, de forma aprazível e misteriosa.
Hoje, sinceramente, penso que o guardião da gruta estava, somente, na nossa imaginação, na ilusão acalentada e consolidada dos nossos sonhos inocentes, doces, infantis.

Pena

É tão bom Recordar…
Pena. Dia 27 de Setembro de 2009. 24.00 horas



MUITO OBRIGADO sincero e sentido pela vossa simpatia.
Bem-Hajam, TODOS!